Uma história de trabalho e determinação.

A trajetória histórica da PLANAVE teve início com a união de forças de dois grupos responsáveis pela fundação de empresas distintas, porém com um mesmo foco, a engenharia consultiva. A primeira – Planave Ltda –, criada em janeiro de 1967, reunia três jovens engenheiros e um economista, que atuavam em atividades ligadas ao setor portuário, marítimo e de planejamento macroeconômico. A segunda tinha como fundadores cinco técnicos provenientes do quadro de oficiais da Marinha do Brasil, responsáveis, em 1964, pelo ETP – Escritório Técnico de Planejamento, com especialização no setor naval. Da junção destas duas empresas surgiu a Planave Escritório Técnico de Planejamento S. A., em 26 de março de 1969.

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Apenas cinco anos mais tarde, o crescimento expressivo demandou a mudança de suas instalações, em 1974, para um prédio próprio, localizado no Centro do Rio de Janeiro. A evolução dos trabalhos culminou ainda em outras melhorias significativas, entre elas, o desenvolvimento de uma biblioteca de acervo técnico, desde 1976 devidamente certificada junto ao Conselho Regional de Biblioteconomia. Atualmente, ela é considerada uma das poucas bibliotecas empresariais do Brasil, com um respeitável conteúdo especializado.

Na época, o país vivia um clima desenvolvimentista, caracterizado historicamente como o “milagre econômico”. Esta situação favoreceu a empresa que, logo nos primeiros anos de sua atividade, conquistou relevantes projetos de infraestrutura, sobretudo, na área portuária. Um deles, de grande importância para o país, foi o Primeiro Plano Diretor Portuário, abrangendo os portos brasileiros situados de Manaus a Rio Grande (1973/1975). Todas essas obras tornaram a empresa uma referência na área portuária que perdura até os dias atuais.

Em 1973 o contrato para a implantação do complexo portuário do porto de Sepetiba, onde a empresa realizou desde os primeiros estudos de localização até todas as fases de projeto e fiscalização de obras, consolidou a tendência da PLANAVE para o setor. Muitos contratos para várias partes do país se sucederiam, tais como o de Capuava (1974), Praia Mole (1977), Itaqui (1988), entre outros. Pode-se afirmar, atualmente, que o nome da PLANAVE está atrelado à história de praticamente todos os portos e terminais brasileiros de expressão.

A extinção da PORTOBRÁS, em março de 1990, provocou uma profunda mudança estrutural e conseqüente redução da importância do poder público como cliente dos serviços de engenharia na área portuária, passando o foco desta atividade para o empreendedor privado. Entretanto, a PLANAVE conseguiu assimilar a drástica mudança e sobreviver aos tempos difíceis do que ficou conhecido como a “década perdida” devido a uma característica marcante: a capacidade de redirecionar seus esforços comerciais e procedimentos técnicos para a plena satisfação dessa nova demanda, o que lhe valeu contar, hoje, com os maiores grupos empresariais do país como clientes.

Na década de 80 a empresa passou a considerar relevante a questão do meio ambiente, decidindo agregar às suas atividades as disciplinas ambientais. Em 1989, realizou o primeiro estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) para o setor portuário no Brasil, no Porto de Mucuripe/CE, e desde então vem executando dezenas de contratos no segmento.

Atualmente, estes serviços, juntamente com consultoria nas áreas econômica e institucional, somam-se às disciplinas técnicas multidisciplinares da empresa, permitindo respostas integradas e completas à demanda dos seus clientes.

O mais antigo registro de contrato com a PETROBRAS encontrado na PLANAVE é de 1974, ainda referente à engenharia portuária, tendo sido o primeiro serviço na área de offshore datado de 1977. Nessa época, iniciava-se a exploração em águas profundas na Bacia de Campos, o que propiciou à PLANAVE aproveitar a fase de grande desenvolvimento, originado pelas contratações com a PETROBRAS, para também crescer no setor. Desde então, os serviços prestados pela empresa para o segmento de óleo e gás têm permanecido constantes, com projetos e serviços que englobam tanto o downstream , como o upstream . Na atualidade a exploração do pré-sal, grande tendência do setor, já demanda os primeiros serviços de engenharia, com grande perspectiva de desenvolvimento para os próximos anos.

Com vocação para o setor marítimo, a PLANAVE tem também tradição em serviços para o segmento de navegação de apoio à indústria offshore de óleo e gás. A partir dos anos 80, essa atividade passou a ser uma constante, sobretudo, no apoio às companhias estrangeiras em operações marítimas e prospecção sísmica. Em abril de 1997, a PLANAVE incorporou sua primeira embarcação, a Pegasus I, destinada ao transporte de passageiros e cargas para a PETROBRAS, em plena atividade no Nordeste. Em julho de 2009 foi a vez do crewboat Júpiter II, desde então a serviço também para o mesmo cliente.

A era da informatização, ocorrida nos serviços de engenharia desde os anos 80, tomou ímpeto na PLANAVE ao longo da década de 90. Para se adequar a essa inexorável evolução, substituiu antigos processos por modernas ferramentas de informática, tendo atualmente todas as suas atividades interligadas por redes que representam o estado-da-arte em TI. Focada no presente, porém antenada com o futuro, a empresa mantém uma equipe dedicada ao desenvolvimento de novos processos nesta área, mantendo-se atualizada com as constantes mudanças.

A comprovação da excelência em seus serviços se materializa em três importantes certificados que a PLANAVE detém em resposta a um processo iniciado há anos atrás. Em 2003, foi obtida a certificação de atendimento à normas de qualidade segundo a ISO 2000 e, em 2008, a certificação para as normas ISO 14000 (ambiental) e OHSAS 1800 (segurança).

A trajetória histórica da PLANAVE foi marcada, em maio de 2004, pelo falecimento do engenheiro Liberato Sigaud. A sucessão da empresa ocorreu sem solução de continuidade, assumindo seu filho, Rodrigo Meirelles Sigaud, desde então no cargo de presidente. Em função do acelerado crescimento da PLANAVE, foram realizados, em 2009, os festejos pelos 40 anos de atividade profícua. Essa comemoração, emblemática, representa a solidez da empresa e constitui augúrio para muitos anos de intensas realizações na construção deste país.